Luso

HM-07 - Luso

Termalismo e Engarrafamento

CONCESSÃO

Property

MORADA:
Apartado 1, 3050-902 Luso

LOCALIZAÇÃO:
Distrito - Aveiro
Concelho - Mealhada

ÁREA DA CONCESSÃO:
51,73 ha

DATA DO CONTRATO:
20-07-1993

PERÍMETRO DE PROTEÇÃO:
Fixado
Portaria n.º 64/2003, DR 16,Série I-B, 20-01-2003

Concessionário

SSC - Sociedade Central de Cervejas e Bebidas, S.A.

Captação

1L (F1L)

Tipo

furo

SETOR DE ATIVIDADE

Termalismo e Engarrafamento

INDICAÇÕES TERAPÊUTICAS:
Doenças do aparelho circulatório
Doenças do aparelho nefro-urinário
Doenças do aparelho respiratório
Doenças reumáticas e músculo-esqueléticas
TIPO DE ÁGUA ENGARRAFADA:
Mineral natural lisa
Water

CARACTERIZAÇÃO DA ÁGUA

Tipo de Água
Hipossalina
Composição Principal
Cloretada Sódica
Composição Secundária
Silicatada
Mineralização
Hipossalina
PARÂMETROS FÍSICO-QUÍMICOS:
Data da analíse físico-química completa - 09/04/2015
Mineralização Total - 41 mg/L
pH - 5,5
Temperatura - 25,4 ⁰C
Condutividade Elétrica - 47 µS/cm
PROJETO HIDROGENOMA:
pH - 5,5
Temperatura emerg. - 25,5 ⁰C

GEOLOGIA

Localização

Zona Centro-Ibérica - Sinclinal do Buçaco

07MAPA

Adaptada da Carta Geológica de Portugal à escala 1:1.000.000, LNEG-2010

UNIDADES GEOLÓGICAS:

Na área da concessão afloram as seguintes unidades:

  • Carbónico - arenitos vermelhos e cinzentos com intercalações de conglomerados, de fácies continental;
  • Neoproterozóico - “Série Negra”- xistos filitosos com intercalações psamíticas e carbonosas.

Fora da área da concessão destacam-se as unidades quartzíticas do Ordovícico inferior que constituem a serra do Buçaco, e os "Grés de Silves" de idade triásica.

TECTÓNICA:

A estrutura regional é dominada pela existência de um vasto sinclinal orientado a NW-SE e mergulhante para NW - o sinclinal do Buçaco, originado durante a orogenia varisca. O flanco nordeste constitui a Serra do Buçaco. Toda a estrutura é cortada por uma intensa rede de fraturação decorrente dos sucessivos episódios tectónicos que afetaram a região e apresentam direções predominantes de NNW-SSE a NW-SE e NNE-SSW a ENE-WSW. Algumas falhas cortam a serra transversalmente  com orientações a ENE-WSW a NE-SW, compartimentando o maciço em diversos blocos.

Destaca-se ainda uma importante estrutura de movimentação inversa - o cavalgamento de Luso-Cruz Alta-Buçaco que coloca unidades neoproterozóicas sobre os terrenos paleozóicos.

 

CARTA GEOLÓGICA DA CONCESSÃO

07CARTA

Adaptada de A. S. Oliveira, 2019

HIDROGEOLOGIA

SISTEMA AQUÍFERO:

Desenvolve-se na unidade hidrogeológica fraturada, correspondente aos quartzitos do Ordovícico inferior, do flanco NE do sinclinal do buçaco, confinada no topo e na base por formações xistentas de permeabilidade muito baixa, ou mesmo ausente. O fluxo hídrico subterrâneo faz-se SE para NW , com profundidade e tempo de residência elevados.

UNIDADES AQUÍFERAS:
  • Aquífero não mineral de circulação superficial e ausência de termalidade;
  • Aquífero termomineral superior de circulação intermédia com temperatura de emergência de cerca de 27oC;
  • Aquífero termomineral  inferior de circulação profunda e temperatura de emergência ligeiramente superior.
MODELO CONCEPTUAL DO SISTEMA AQUÍFERO:

A recarga faz-se por infiltração direta da água da chuva nas zonas aplanadas mais elevadas da Serra do Buçaco.

Os planos de estratificação e o sistema bem desenvolvido de fraturas e falhas constituem o meio favorável para a infiltração  das águas a diferentes profundidades, determinando ainda diferentes tempos de residência.

As particularidades geológicas determinam o sentido da circulação subterrânea que se faz de preferência para NW. A descarga é feita a diferentes níveis  no extremo NW da Serra do Buçaco, sendo condicionada por fatores topográficos, geológicos e tectónicos.

07MODELO

Adaptado de A. S. Oliveira, 2019

Estudo do Microbismo Natural

Assinatura Hidrobiómica (espécies exclusivas)

F1: Clostridium baratii

      Clostridium sardiniense

      Staphylococcus vitulinus

F7: Bifidobacterium animalis

 

--- COMUNIDADES BACTERIANAS POR CLASSE ---

Classes representativas: Alphaproteobacteria e Gammaproteobacteria.

A composição taxonómica das comunidades bacterianas desta água hipossalina por classe, apresenta uma distribuição em 7 classes (?̅ ≥ 4,37%), ao longo dos anos de 2017 e 2018, demonstrando a variação das classes representativas em proporção inversa. Nas amostras em que Alphaproteobacteria é mais abundante, a classe Gammaproteobacteria tem menor expressão e vice-versa. Alphaproteobacteria predomina em F3 (56,94%) e F5 (42,01%), enquanto que Gammaproteobacteria predomina nas amostras F1 (48,53%) e F7 (44,28%). A classe Actinobacteria não está representada na amostra F5.

07CLASSE

--- COMUNIDADES BACTERIANAS POR GÉNERO ---

Na classificação taxonómica por género, comparando as amostras F1-F5 (primavera) e F3-F7 (outono), verifica-se que o género Ralstonia marca presença em todas as amostras, exceto na amostra F5, na qual está representado o género Brochothrix. O género Methylobacterium é o que mais se destaca neste hidrogenoma, com uma elevada representatividade nas amostras F3 (53,15%) e F5 (38,36%). O género Acinetobacter surge apenas na amostra F7, distinguindo-se na composição desta amostra (39,26%).

07GENERO

--- COMUNIDADES BACTERIANAS POR ESPÉCIE ---

As espécies mais representativas que caracterizam este bacteroma são: Methylobacterium radiotolerans, Methylobacterium mesophilicum, Methylobacterium longum, Pseudomonas plecoglossicida, Acinetobacter johnsonii, Acinetobacter rhizosphaerae, Methylobacterium aggregans, Moorella glycerini, Thermodesulfovibrio aggregans, entre outras. Destes microrganismos Acinetobacter rhizosphaerae, por exemplo, pode ser benéfica para práticas agrícolas, devido à capacidade de solubilização de fosfato (Arvind Gulati, et al., 2010).

07DIVERSIDADE

As amostras F1-F5 (primavera) apresentam maior diversidade bacteriana do que F3-F7 (outono), verificando-se uma riqueza específica semelhante entre as primeiras três amostras (F1, F3 e F5), aumentando bastante na última amostra colhida (F7). Este aumento do número de espécies identificadas em F7, pode ser devido à presença do género Acinetobacter.

07VIAVEIS