Fadagosa de Nisa

HM-02 - Fadagosa de Nisa

Termalismo

CONCESSÃO

Building

MORADA:
Apartado 8, 6050-358 Nisa

LOCALIZAÇÃO:
Distrito - Portalegre
Concelho - Nisa

ÁREA DA CONCESSÃO:
74,88 ha

DATA DO CONTRATO:
18-09-1991

PERÍMETRO DE PROTEÇÃO:
Fixado
Portaria n.º 948/1992, DR 225, Série I-B, 29-09-1992

Concessionário

Câmara Municipal de Nisa

Captação

ACP4

Tipo

furo

SETOR DE ATIVIDADE

Termalismo

INDICAÇÕES TERAPÊUTICAS:
Doenças da pele
Doenças do aparelho respiratório
Doenças metabólico-endócrinas
Doenças reumáticas e músculo-esqueléticas
Swimming pool

CARACTERIZAÇÃO DA ÁGUA

Tipo de Água
Sulfúrea
Composição Principal
Bicarbonatada Sódica
Sulfúrea
Composição Secundária
Sulfidratada
Mineralização
Fracamente Mineralizada
PARÂMETROS FÍSICO-QUÍMICOS:
Data da analíse físico-química completa - 15/02/2016
Mineralização Total - 298 mg/L
pH - 7,9
Temperatura - 20,0 ⁰C
Condutividade Elétrica - 395 µS/cm
PROJETO HIDROGENOMA:
pH - 8,2
Temperatura emerg. - 16,1 ⁰C

GEOLOGIA

Localização

Zona Centro-Ibérica - Série dos granitos hercínicos biotíticos, tardi a pós-orogénicos.

02mapa

Adaptada da Carta Geológica de Portugal à escala 1:1.000.000, LNEG-2010

UNIDADES GEOLÓGICAS:

Granito de Nisa - granito biotítico-moscovítico, porfiróide de grão muito grosseiro, com abundantes megacristais de plagioclase e feldspato potássico, cujas dimensões chegam a atingir cerca de 10cm x 2cm.

Não deformado e apenas afetado  por fraturação tardi hercínica. Apresenta como característica um elevado teor em urânio.

 

TECTÓNICA:

As principais estruturas estão orientadas a N10o- 20oE e N50o- 60oE criando corredores onde o granito se encontra muito fraturado e alterado. Como direções secundárias destaca-se N10o- 20oW.

São numerosas as diaclases, quase sem preenchimento e com atitudes paralelas às principais direções estruturais.

 

CARTA GEOLÓGICA DA CONCESSÃO

02CARTA

Adaptada da folha  28-D   da Carta Geológica de Portugal à escala 1:50.000, LNEG-1972

HIDROGEOLOGIA

SISTEMA AQUÍFERO:

Suportado por granito porfiróide de grão grosseiro, com permeabilidade fissural, em geral baixa. Estima-se uma profundidade do reservatório de cerca de 3000m e uma temperatura, estimada com base em geotermómetros do quartzo, de cerca de 80°C. Fluxo ascensional muito regular.

 

UNIDADES AQUÍFERAS:

Aluviões - depósitos de reduzida espessura, dispostos ao longo das principais linhas de água.

Granitos arenizados - camada areno-argilosa resultante da alteração dos granitos, de espessura muito irregular, dando localmente origem, quer a aquíferos, quer a aquitardos.

Granitos fraturados - por ação da tectónica local, o que origina diferentes trajetos de circulação subterrânea e sistemas aquíferos a diversas profundidades.

MODELO CONCEPTUAL DO SISTEMA AQUÍFERO:

O modelo conceptual do sistema hidromineral de Fadagosa de Nisa supõe a infiltração de fluidos meteóricos em zonas de permeabilidade vertical franca, que, após uma permanência mais ou menos longa em contacto com as rochas graníticas, volta a emergir em zonas de fratura.

O mecanismo de emergência é controlado pelas estruturas N10°-20°E, associadas às estruturas N50°-60°E, na interseção das quais estão criadas condições de permeabilidade das rochas graníticas que permitem a ascensão do recurso hidromineral.

 

Estudo do Microbismo Natural

Assinatura Hidrobiómica (espécies exclusivas)

F1: Leuconostoc  pseudomesenteroides

F3: Deinococcus  ficus

 

--- COMUNIDADES BACTERIANAS POR CLASSE ---

Classes representativas: Gammaproteobacteria e Epsilonproteobacteria.

Os valores obtidos na classificação taxonómica por classe, das comunidades bacterianas desta água sulfúrea, revelam uma distribuição em 7 classes (? ≥ 1,69%), com percentagens de reads (sequências) muito variáveis entre as três amostras analisadas. No entanto, considera-se que as classes predominantes nestas comunidades são Gammaproteobacteria (34,19%) e Epsilonproteobacteria (30,31%). Observa-se uma similaridade no perfil taxonómico das amostras colhidas no outono (F3-F7) que contrasta nitidamente com o perfil da amostra F5 colhida na primavera.

02classe

 

--- COMUNIDADES BACTERIANAS POR GÉNERO ---

A classificação ao nível de género, considerando apenas as amostras F3-F7 comparáveis, correspondentes aos  anos hidrológicos de 2017 (F3) e de 2018 (F7), aponta para a estabilidade microbiológica na composição do hidrogenoma desta água, apresentando os mesmos géneros representativos (Thiovirga e Sulfuricurvum), seguidos por Sphingobium, Thiothrix e Sulfuritalea, comuns nas duas amostras colhidas no outono. Na amostra F3 Sulfuricurvum é mais abundante que Thiovirga, destacando-se também os géneros Sulfurospirillum e Thiobacillus. Na amostra F7 Thiovirga é o mais representativo, apresentando também na sua composição os géneros Limnobacter e Thiomonas.

02GENERO

 

--- COMUNIDADES BACTERIANAS POR ESPÉCIE ---

As espécies mais representativas que caracterizam este bacteroma são: Sulfuricurvum kujiense, Thiovirga sulfuroxydans, Sphingobium xenophagum, Thiobacillus sajanensis, Sphingobium amiense, Sphingobium rhizovicinum, Thiobacillus thioparus, entre outras. Destes microrganismos identificados Sphingobium rhizovicinum, por exemplo, é uma bactéria capaz de tolerar [NaCl] = 3% (C.-C.Young, et al., 2008) e Thiobacillus thioparus  de oxidar tiossulfato e enxofre elementar (Y Katayama, H Kuraishi, 1978).

02DIVERSIDADE

A amostra F3 apresenta maior diversidade bacteriana do que F7, assim como maior número de espécies identificadas (OTUs), indicando maior riqueza específica, fundamentada pela maior representatividade das classes Epsilonproteobacteria (géneros Sulfuricurvum e Sulfurospirillum) e Alphaproteobacteria (género Sphingobium).

02VIAVEIS