Caldas de Chaves

HM-09 - Caldas de Chaves

Termalismo e Geotermia

CONCESSÃO

Caldas de Chaves

MORADA:
Praça Camões, 5400-150 Chaves

LOCALIZAÇÃO:
Distrito - Vila Real
Concelho - Chaves

ÁREA DA CONCESSÃO:
50,00 ha

DATA DO CONTRATO:
28-07-1994

PERÍMETRO DE PROTEÇÃO:
Fixado
Portaria n.º 81/2019, DR 56, Série I, 20-03-2019

Concessionário

Câmara Municipal de Chaves

Captação

AC2

Tipo

furo

SETOR DE ATIVIDADE

Termalismo e Geotermia

INDICAÇÕES TERAPÊUTICAS:
Doenças do aparelho digestivo
Doenças do aparelho respiratório
Doenças reumáticas e músculo-esqueléticas
APLICAÇÕES DE GEOTERMIA:
Climatização do(s) balneário(s) termal(ais)
Águas quentes sanitárias
Aquecimento de piscina(s)
Rede urbana de distribuição de calor
Setor de atividade

CARACTERIZAÇÃO DA ÁGUA

Tipo de Água
Gasocarbónica
Composição Principal
Bicarbonatada Sódica
Gasocarbónica
Composição Secundária
Fluoretada
Mineralização
Hipersalina
PARÂMETROS FÍSICO-QUÍMICOS:
Data da analíse físico-química completa - 14/02/2017
Mineralização Total - 2589 mg/L
pH - 6,9
Temperatura - 77,0 ⁰C
Condutividade Elétrica - 2370 µS/cm
PROJETO HIDROGENOMA:
pH - 6,5
Temperatura emerg. - 77,0 ⁰C

GEOLOGIA

Localização

Zona de Galiza Trás-os-Montes Complexo Parautóctone.

09MAPA

 Adaptada da Carta Geológica de Portugal à escala 1:1.000.000, LNEG-2010

UNIDADES GEOLÓGICAS:
  • Depósitos recentes - aluviões e outros depósitos fluviais de espessura variável que preenchem o vale de origem tectónica do rio Tâmega.
  • Complexo Parautóctone de idade Silúrico-Devónico - constituído, na área da concessão, por alternâncias de xistos e grauvaques com intercalações de xistos negros, ampelitos e liditos.
  • Granito de Chaves - granito de duas micas, de grão médio, sin-tectónico.
TECTÓNICA:

O elemento estrutural dominante é o graben de Chaves, originado pelo sistema de falhas Penacova-Régua-Verín, de orientação geral NNE-SSW e com mais de 200km de extensão. A atuação em diversas fases tectónicas originou extensos e amplos corredores de intensa fracturação, para além de um mosaico de blocos elevados e deprimidos, de entre os quais se destaca o graben de Chaves pelas características particulares que apresenta a nível hidromineral e geotérmico.

 

 CARTA GEOLÓGICA DA CONCESSÃO

09CARTA

Adaptada da folha 6B da Carta Geológica de Portugal à escala 1:50.000, LNEG-1969

HIDROGEOLOGIA

SISTEMA AQUÍFERO:

Tem origem em camadas profundas da crosta terrestre, onde atinge elevada temperatura e enriquecimento em CO2. Permeabilidade do tipo fissural, moderada, descontínua e variável conforme o grau de fraturação local. Confinado superiormente por camadas alteradas de metassedimentos de baixa permeabilidade.

UNIDADES AQUÍFERAS:
  • Sistema aquífero de águas superficiais - depósitos fluviais do rio Tâmega, de espessura variável e elevada permeabilidade.
  • Sistema aquitardo - metassedimentos alterados de baixa permeabilidade.
  • Sistema aquífero hidromineral - metassedimentos fraturados de permeabilidade moderada e dependente do grau de fraturação local.
MODELO CONCEPTUAL DO SISTEMA AQUÍFERO:

A água de origem meteórica infiltra-se a partir das zonas mais elevadas dos bordos do graben de Chaves, nas zonas mais permeáveis. As condições tectónicas locais favorecem um fluxo profundo onde a água adquire mineralização, temperatura elevada (±120°C) e enriquecimento em CO2 proveniente do manto; a rápida ascensão através do sistema de falhas e fraturas permite a manutenção de temperatura elevada (±70°C) no reservatório perto da superfície.

09MODELO

 Adaptado de Marques et. al. (2007)

Estudo do Microbismo Natural

Assinatura Hidrobiómica* (espécies exclusivas)

F3, F7: Dictyoglomus thermophilum

F5, F7: Desulfotomaculum luciae

*hidrogenoma consolidado

 

--- COMUNIDADES BACTERIANAS POR CLASSE ---

Classes representativas: Deinococci, Alphaproteobacteria e Aquificae.

A composição taxonómica por classe das comunidades bacterianas desta água gasocarbónica, apresenta uma distribuição em 6 classes (?̅ ≥ 0,74%), ao longo dos anos hidrológicos de 2017 e 2018, indicando 3 classes principais. Estas comunidades são compostas essencialmente por Deinococci (59,75%), mais abundante na amostra F3 (78,04%), seguida por Alphaproteobacteria (38,17%), predominante nas amostras colhidas na primavera F1 (45,96%) e F5 (41,71%), enquanto que a classe Aquificae (14,23%) predomina nas amostras colhidas no outono F3 (15,10%) e F7 (26,34%).

09CLASSE

--- COMUNIDADES BACTERIANAS POR GÉNERO ---

A composição do bacteroma desta água, ao nível de género, comparando as amostras F1-F5 (primavera) e F3-F7 (outono) é caracterizada pela sua estabilidade microbiológica, assinalada pela presença dos mesmos géneros representativos por época do ano. É evidente a presença maioritária do género Thermus (em todas as amostras), seguido por Methylobacterium e Aquifex que variam entre as amostras colhidas na primavera e no outono. A composição dos restantes géneros em F1-F5 é a mesma, enquanto que em F3-F7 diferem nos géneros (Thiovirga e Desulfotomaculum). É assim possível caracterizar com grande robustez este hidrogenoma.

09GENERO

--- COMUNIDADES BACTERIANAS POR ESPÉCIE ---

As espécies mais representativas que caracterizam este bacteroma são: Thermus scotoductus, Thermus rehai, Methylobacterium radiotolerants, Methylobacterium mesophilicum, Acinetobacter johnsonii, Thermus kawarayensis, Thermobaculum terrenum. Destes microrganismos identificados Thermus scotoductus e Thermus rehai, são ambas bactérias termofílicas que crescem a temperaturas elevadas de 65 - 70C (Jakob K.Kristjánsson, et al., 1994) (Lianbing Lin, et al., 2002).

09DIVERSIDADE

A diversidade bacteriana é menor nas amostras F1-F5 (primavera) do que nas amostras F3-F7 (outono), verificando-se que está água mineral natural é caracterizada por uma variação de OTUs de 80 a 246, correspondente às amostras F7 e F5. Esta diminuição da riqueza específica na última amostras colhida, deve-se à redução da representatividade da classe Alphaproteobacteria.

09VIAVIES